terça-feira, 30 de julho de 2013

Coágulo de sangue

No mundo dos fracos, a morfina é especificamente o deus que os leva direto ao necrotério.
Cada Nome tem em seu significado a dor, para que sua alma mórbida seja afogada lentamente em um mar de chamas, conforme as gotas de sangue que escorrem da lâmina.
O cheiro podre dos pensamentos gastos no escuro, contemplam o suicídio sem data marcada.
O leito frio serve como sepultura do ontem, do hoje e do sempre.
Nascidos para não pertencer ao mundo e fazer disso um assassinato de sua mente confusa, perdem-se em labirintos sem saída cheios de vermes corroendo o chão.
Cada vez mais fundo vai se aproximando do inferno.
Rezando para os entorpecentes absolverem sua dor.
Condenando qualquer mente alienada.
Arrancando os próprios olhos na frente do espelho.
Se afogando em soda cáustica e aderindo ao prato vazio e bulímico.
Por mais que se quebre cada osso do corpo com um martelo, isso nunca tirará o posto de rainha que a dor tem.
Eu ouço tudo, mas não entendo uma se quer palavra que você diz, enquanto prega meus pés em seu depósito de raiva, tristeza e melancolia.
A overdose de tristeza e todas as cem agulhas fincadas em meus tímpanos, me deixaram em coma.
Eu não reconheço o que é real e mais uma vez, eu rastejo até o cemitério para enterrar meu corpo e ser o único presente em meu funeral.
Vagando pela desgraça, as luzes vão se apagando e o oxigênio também.

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